Quem trabalha com Marketing e Comunicação vem experimentando uma verdadeira revolução na forma de entregar as mensagens aos seus públicos. A formação acadêmica clássica de Publicidade e Propaganda nas décadas 80, 90 e 2000 ensinava um modelo bem, digamos, engessado e previsível de construção de marca, estímulo à demanda e toda a sorte de objetivos que uma empresa poderia almejar. Uma receita de bolo bastante eficiente: objetivo, estratégia, posicionamento, seleção de meios (TV, Rádio, Jornal, Revistas, etc) e uma dose de ações no ponto de venda. Esse script ainda tem (muita) relevância, porém o consumidor não simplesmente recebe tudo de forma passiva como em outros tempos. Seguir estas regras não é mais o suficiente para uma boa comunicação. É preciso engajar de fato as pessoas em cada ação tomada. E para engajar, é preciso autenticidade em absolutamente tudo que fizer. Benefícios, mensagens e histórias construídas artificialmente não surtem o efeito de outrora. (Quem não lembra dos tão falados “comerciais de margarina”?

Ouvir, ouvir e ouvir

Os profissionais de atendimento, planejamento, criação, mídia, etc. precisam cada vez mais interagir com os todos os grupos de consumidores da marca. O universo digital é um ecossistema perfeito este tipo de estudo exploratório: basta acompanhar pessoalmente as interações com os consumidores, observar as reações, ler, responder comentários, entre tantas outras possibilidades. É mergulhar de cabeça nesta grande plataforma de pesquisa com informações sobre comportamento em tempo real. É fundamental dedicar tempo e um olhar atento para as muitas e muitas informações preciosas que estão ali disponíveis para fomentar o repertório e obter mais insights.

Produção

A produção por sua vez precisa encontrar a dose certa de informalidade e estar em perfeita sintonia com a linguagem do seu público, sem abrir mão obviamente da qualidade. Seja qual for o formato escolhido, é preciso comunicar de forma alinhada com a vida real daquele perfil que deseja atingir, promovendo o aspiracional sem ser fake. A produção perfeitinha, texto impecável e atores “perfeitos” distancia a marca da realidade. Muitas vezes uma foto bem capturada pelo celular engaja mais do que uma imagem extraída de um banco de imagens. A produção precisa encontrar o equilíbrio entre a qualidade e a autenticidade e consequentemente, proximidade com a vida real. Os influenciadores digitais estão aí para nos ensinar como conversar de forma natural, orgânica e verdadeira com as pessoas.

Vivemos tempos em que deverão predominar marcas autênticas, cujos benefícios e mensagens verdadeiramente atingem o coração dos consumidores. E como em toda boa conversa, esteja preparado para ouvir!